Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
Tempo: Comum

Memoria: Santa Paulina
Cor liturgica: Branco

Evangelho do dia: São Mateus 9, 18-26

Primeira leitura: Oseias 2, 16-18.21-22
Leitura da profecia de Oseias:

Assim fala o Senhor: 16"Eis que eu a vou seduzir, levando-a à solidão, onde lhe falarei ao coração; 17e ela aí responderá ao compromisso, como nos dias de sua juventude, nos dias da sua vinda da terra do Egito. 18Acontecerá nesse dia, diz o Senhor, que ela me chamará 'Meu marido', e não mais chamará 'Meu Baal'. 21Eu te desposarei para sempre; eu te desposarei conforme as sanções da justiça e conforme as práticas da misericórdia. 22Eu te desposarei para manter fidelidade, e tu conhecerás o Senhor".

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Salmo 144 (145)

- Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza.

R: Misericórdia e piedade é o Senhor.

- Uma idade conta à outra vossas obras e publica os vossos feitos poderosos; proclamam todos o esplendor de vossa glória e divulgam vossas obras portentosas!

R: Misericórdia e piedade é o Senhor.

- Narram todos vossas obras poderosas, e de vossa imensidade todos falam. Eles recordam vosso amor tão grandioso e exaltam, ó Senhor, vossa justiça.

R: Misericórdia e piedade é o Senhor.

- Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.

R: Misericórdia e piedade é o Senhor.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 18-26

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar, pelo evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10);

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:

18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele e disse: "Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela, e ela viverá". 19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: "Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada". 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: "Coragem, filha! A tua fé te salvou". E a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada 24e disse: "Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo". E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.

- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

Comentário por Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, Doutor da Igreja
Sobre a encarnação do Verbo, 8-9 (SC 190)

«Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se».

O Verbo, a Palavra de Deus incorpórea, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, ainda que antes não tivesse estado ausente. Com efeito, não deixara parte alguma da criação privada da sua presença, pois Ele estava em todas as coisas e em toda a parte, Ele que mora junto do Pai. Mas tornou-Se presente humilhando-Se por causa do seu amor por nós, e a nós Se manifestou [...]. Teve piedade da nossa espécie, teve compaixão da nossa fragilidade, condescendeu para com a nossa perecível condição. Não aceitou que a morte nos dominasse; não quis ver perecer o que tinha iniciado, nem que se malograsse a obra de seu Pai ao criar o homem. Tomou portanto um corpo, e um corpo que não era diferente do nosso. Porque Ele não queria somente habitar um corpo nem somente manifestar-Se. Se tivesse apenas querido manifestar-Se, poderia ter realizado essa teofania com outro e maior poder. Mas não: foi de facto um corpo igual ao nosso que Ele tomou [...].

O Verbo tomou um corpo capaz de morrer para que esse corpo, ao participar do Verbo que está acima de tudo [...], se tornasse imperecível pelo poder do Verbo que nele existe, e para libertar da degradação definitiva todos os homens, pela graça da ressurreição. O Verbo ofereceu pois à morte o corpo que tinha tomado, como sacrifício e vítima isenta de toda a mácula; e logo aniquilou a morte, dela libertando todos os homens seus semelhantes, pela oferenda desse corpo que se lhes assemelha.

O Verbo de Deus, a todos superior, que ofereceu o seu próprio templo, o seu corpo, em expiação de todos, pagou a nossa dívida com a sua morte, cumprindo a justiça de seu Pai. Unido a todos os homens por um corpo semelhante, o Filho incorruptível de Deus a todos reveste de incorruptibilidade, com a promessa da ressurreição. A própria corrupção, implicada na morte, já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que entre eles habita num único e mesmo corpo.