Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2020

6o. dia Oitava de Natal
Ciclo do Natal
Cor liturgica: Branco

Evangelho do dia: São Lucas 2,41-52

Primeira leitura: Eclesiástico 3, 3-7.14-17
Leitura do Livro do Eclesiástico:

3Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. 4Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. 5Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. 6Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. 7Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. 14Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. 15Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida, a caridade feita a teu pai não será esquecida, 16mas servirá para reparar os teus pecados 17ae, na justiça, será para tua edificação.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Salmo 127 (128)

- Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!

R: Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

- A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.

R: Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

- Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.

R: Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

Segunda leitura: Colossenses 3, 12-21
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses:

Irmãos: 12Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, 13suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. 14Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. 15Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. 16Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. 17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. 18Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. 19Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. 20Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. 21Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 2, 41-52

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Que a paz de Cristo reine em vossos corações e ricamente habite em vós sua palavra! (Cl 3,15s);

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: 'Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura.' 49Jesus respondeu: 'Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?' 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. 52E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens.

- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

Comentário ao Evangelho por São João Paulo II, Papa
Audiência Geral de 29/12/1993

Viveu em tudo a nossa condição humana

Quase imediatamente após o nascimento de Jesus, a violência gratuita que ameaça a sua vida abate-se também sobre tantas outras famílias, provocando a morte dos Santos Inocentes. Ao recordar esta terrível provação vivida pelo Filho de Deus e pelas crianças da mesma idade, a Igreja sente-se convidada a rezar por todas as famílias ameaçadas, a partir do seu interior ou a partir do exterior. [...] A Sagrada Família de Nazaré é para nós um desafio permanente, que nos obriga a aprofundar o mistério da «Igreja doméstica» e de cada família humana. Ela é para nós um estímulo, que nos incita a rezar pelas famílias e com as famílias, e a partilhar tudo o que para elas constitui alegria e esperança, mas também preocupação e inquietação.

Com efeito, a experiência familiar é chamada a tornar-se um ofertório quotidiano, como que uma oferenda santa, um sacrifício agradável a Deus. O evangelho da apresentação de Jesus no Templo no-lo sugere igualmente. Jesus, «luz do mundo» mas também «sinal de contradição» (Lc 2,32-34), deseja acolher este ofertório de cada família tal como acolhe o pão e o vinho na Eucaristia. Quer unir ao pão e ao vinho destinados à transubstanciação estas esperanças e estas alegrias humanas, mas também os inevitáveis sofrimentos e preocupações próprios da vida de cada família, assumindo-os no mistério do seu Corpo e do seu Sangue. Este Corpo e este Sangue, Ele os dá em seguida na comunhão como fonte de energia espiritual, não só para cada pessoa singular, mas também para cada família.

Que a Sagrada Família de Nazaré nos queira abrir a uma compreensão cada vez mais profunda da vocação de cada família, que encontra em Cristo a fonte da sua dignidade e da sua santidade.