Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2022
Tempo: Natal
Ciclo do Natal

Festa: Santos Inocentes Martires
Cor liturgica: Vermelho

Evangelho do dia: São Mateus 2,13-18

Primeira leitura: 1 João 1,5-2,2
Leitura da Primeira Carta de São João:

Caríssimos: 5A mensagem, que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos, é esta: Deus é luz e nele não há trevas. 6Se dissermos que estamos em comunhão com ele, mas andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos pela verdade. 7Mas, se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo pecado. 8Se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. 9Se reconhecermos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda culpa. 10Se dissermos que nunca pecamos, fazemos dele um mentiroso e sua palavra não está dentro de nós. 2,1Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro.

- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Salmo 123(124)
- Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, quando os homens investiram contra nós, com certeza nos teriam devorado no furor de sua ira contra nós.

R: Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador.

- Então as águas nos teriam submergido, a correnteza nos teria arrastado, e então, por sobre nós teriam passado essas águas sempre mais impetuosas.

R: Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador.

- O laço arrebentou-se de repente, e assim nós conseguimos libertar-nos. O nosso auxílio está no nome do Senhor, do Senhor que fez o céu e fez a terra!

R: Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 2,13-18

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; vos louva o exército dos vossos santos mártires!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:

13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo". 14José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu Filho". 16Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18"Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais".

- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor

Comentário ao Evangelho por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)
Carmelita, mártir, Copadroeira da Europa

O Presépio

Os Santos Inocentes, companheiros do Cordeiro: «Seguem o Cordeiro para onde quer que ele vá» (antífona de entrada; Ap 14,4)
Não sabemos aonde é que o Deus Menino nos quer conduzir neste mundo e não devemos perguntar-Lhe antes de tempo. A nossa certeza é de que «tudo concorre para o bem dos que amam a Deus» (Rom 8,28), e ainda, que os caminhos traçados pelo Senhor conduzem para além deste mundo. Ao tomar um corpo, o Criador do género humano oferece-nos a sua divindade. Deus fez-Se homem para que os homens se pudessem tornar filhos de Deus. Oh troca maravilhosa! [...]

Ser filho de Deus significa deixar-se conduzir pela mão de Deus, fazer a vontade de Deus e não a nossa, depositar na mão de Deus todas as nossas preocupações e todas as nossas esperanças, não nos preocuparmos mais connosco nem com o nosso futuro. É sobre este alicerce que assentam a liberdade e a alegria dos filhos de Deus. [...]

Deus fez-se homem para que nós pudéssemos participar na sua vida. [...] A natureza humana que Cristo assumiu tornou possível que Ele sofresse e morresse. [...] Todos os homens têm de sofrer e morrer mas, se forem membros vivos do Corpo de Cristo, o seu sofrimento e a sua morte recebem força redentora da divindade daquele que é a cabeça. [...]

Na noite do pecado, brilha a estrela de Belém. E sobre a luz resplandecente que brota do presépio desce a sombra da cruz. A luz extingue-se nas trevas de Sexta-Feira Santa, mas surge mais brilhante ainda, qual sol de graça, na manhã da Ressurreição. O caminho do Filho de Deus feito carne passa pela cruz e pelo sofrimento, até à glória da Ressurreição. O caminho para chegar à glória da Ressurreição com o Filho do homem passa pelo sofrimento e pela morte, para cada um de nós e para toda a humanidade.